2016, o ano que não morre

Para o azar deles, RESISTIREMOS até o último pulsar de nossas veias!

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você rouba e nós somos vigiados.inversão de valores

Projeto de Renan prevê “prisão de manifestantes virtuais” Veja aqui…

Engraçado, os Políticos repudiam Ditadura (tsc, tsc, tsc), mas estão implantando bem debaixo de nossos narizes!!!

Depois de golpear a Lava Jato no Congresso, os corruptos irão determinar o fim definitivo da liberdade de expressão nas redes sociais.
Art. 12. Ofender a intimidade. a vida privada. a honra ou a imagem de pessoa investigada ou indiciada em inquérito policial autuada em naquele delito. presa provisória ou preventivamente. seja ela acusada. vítima ou testemunha de infração penal. constrangendo-a e participar de ato de divulgação de informações a meios de comunicação social ou a ser fotografada. filmada ou ter sua imagem gravada ou divulgada com essa ruralidade.
Pena – detenção. de 1 (um) a 4 (quatro) anos. e multa. sem prejuízo da pena cominada à violência.
Via: http://www.folhapolitica.info/2016/11/projeto-de-renan-preve-prisao-de.html?m=1

Policia invade ENFF sem mandado de busca e apreensão

Os policiais chegaram por volta das 09h25, pularam o portão da Escola e a janela da recepção e entraram atirando em direção às pessoas que se encontravam no local

4 de novembro de 2016 12h22

 

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Da Página do MST
Na manhã desta sexta-feira (04), cerca de 10 viaturas da polícia civil invadiram a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF) em Guararema, São Paulo.

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De acordo os relatos, os policiais chegaram por volta das 09h25, pularam o portão da Escola e a janela da recepção e entraram atirando em direção às pessoas que se encontravam na escola. Os estilhaços de balas recolhidos comprovam que nenhuma delas são de borracha e sim letais.
Neste momento, a polícia está em frente à ENFF. Diante da ação de advogados, os policiais recuaram. A invasão na Escola ocorreu sem mandado judicial, o que é ilegal.
O MST repudia a ação da polícia de São Paulo e exige que o governo e as instituições competentes tomem as medidas cabíveis nesse processo. Somos um movimento que luta pela democratização do acesso a terra no país e a ação descabida da polícia fere  direitos constitucionais e democráticos.
A operação em SP decorre de ações deflagradas no estado do Paraná e Mato Grosso do Sul. A Polícia Civil executa mandados de prisão contra militantes do MST, reeditando a tese de que movimentos sociais são organizações criminosas, já repudiado por diversas organizações de Direitos Humanos e até mesmo por sentenças do STJ.

http://www.mst.org.br/2016/11/04/policia-invade-enff-sem-mandato-de-busca-e-apreensao.html

 

EM LIVRO, CRIVELLA ATACA O ‘TERRÍVEL MAL’ DA HOMOSSEXUALIDADE

C.S. Lewis disse, “De todos os homens maus, homens maus religiosos são os piores”.

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foto: Internet

Líder nas pesquisas para a Prefeitura do Rio de Janeiro, o senador e pastor Marcelo Crivella (PRB) se apresenta na campanha como um homem tolerante e ecumênico.

Entretanto, em seu livro “Evangelizando a África”, em que faz um relato dos dez anos em que viveu no continente, Crivella classificou a homossexualidade de “conduta maligna” e de “terrível mal”. Ele também faz duras críticas a praticamente todas as religiões cristãs, que “pregam doutrinas demoníacas.”

 “Evangelizando a África” responsabiliza práticas religiosas pelas dificuldades do continente ao dizer que “na miséria e na pobreza, vemos o ódio do diabo e seus demônios que trabalham descaradamente através de tantas seitas e religiões”.

A julgar pelos ensinamentos de Crivella, governos poderiam investir bem menos em saúde se adotassem, de maneira preventiva, políticas públicas baseadas na expulsão dos demônios dos corpos dos cidadãos. De acordo com ele, “os remédios e médicos tratam dos efeitos, mas a causa de todos os males, que é espiritual, somente pode ser tratada com o poder de Jesus”.

Demônios são responsabilizados por vícios e pela homossexualidade. […] ressalva que “milhões são vítimas desse terrível mal, vivendo sem paz e numa condição lamentável para o ser humano.”

Segundo o Os tais espíritos também podem ser transmitidos para a geração seguinte, adverte o bispo: “O pai viciado e adúltero provavelmente passará o mesmo espírito para o seu filho”, alerta. Segundo ele, isso explica o fato de “um pai de respeito” passar, de repente, a ser homossexual. “E quando ele morre, o espírito se manifesta no seu filho que prontamente negligencia sua esposa e seus filhos para prosseguir nessa conduta maligna”.

O livro não estabelece possibilidade de diálogo entre as religiões, deixa evidente uma divisão entre “o reino de Deus e o reino do diabo” e convoca para uma batalha em nome da fé: “Não existe meio-termo. Quem está com Deus luta contra o diabo e seus demônios”, prega.

Leia mais na reportagem de Fernando Molica.

http://www.brasil247.com/pt/247/rio247/260576/Em-livro-Crivella-ataca-o-%E2%80%98terr%C3%ADvel-mal%E2%80%99-da-homossexualidade.htm

Estado de exceção

A liberdade individual não é bem de um único sujeito, mas patrimônio comum da sociedade.

(Rui Barbosa)

Sérgio Moro não se declarar impedido de processar e julgar o ex-presidente Lula depois de divulgar ilegalmente escutas telefônicas de Lula e da ex-presidente Dilma e após o TRF4 declarar que o juiz atuou fora dos marcos legais porque diante de situação excepcional nos mostra o que realmente a Lava Jato revelou.

Para os leigos, ainda que o tribunal haja justificado a conduta em tese ilegal do magistrado, isso significa apenas que Sérgio Moro não será penalizado por ela, salvo se o CNJ identificar irregularidade no procedimento administrativo do tribunal federal.

O fato incontroverso à luz do direito é que, ao despir-se objetivamente da imparcialidade, que é premissa da atuação jurisdicional, e ver isso reconhecido pelo tribunal, ainda que a título de comportamento excepcional, Sérgio Moro naquele momento assumiu a postura contraposta a de Lula e tornou-se impedido de julgar.

Seguir no processo por iniciativa própria e/ou com aval do tribunal reafirma o que ninguém ignora, no Brasil e hoje também muito claramente no exterior: que a “única grande revelação da Lava Jato” é a de que a Constituição da República foi colocada de lado neste processo.

Ela, Constituição, não vale mais.

Quando um juiz de primeira instância suspende a aplicação da Constituição, qualquer que seja a hipótese, e segue dirigindo o processo com respaldo do tribunal, não há mais regras, a segurança do direito foi substituída pela força apoiada exclusivamente na autoridade.

A Lava Jato não revelou a grave e incontestável situação de corrupção no Brasil, porque esta sempre foi bastante conhecida. Dizer ignorar e ignorar de fato são coisas distintas.

Tampouco a Lava Jato mostrou como enfrentar a corrupção, pois em outros Países, que experimentam situações semelhantes, igualmente graves, a apuração dos crimes obedece a normas legais e não se converte em cruzada.

O que na maioria do tempo a Lava Jato revelou foi uma incrível capacidade de somente enfrentar a corrupção corrompendo a Constituição, consciências e liberdades.

Evidente que nem tudo na Lava Jato pode ser sintetizado em Sérgio Moro, delações premiadas e ilegalidades.

Em vários procedimentos houve e há realmente investigação, a cooperação internacional mostrou-se relevante instrumento de descoberta de crimes e a análise criteriosa de dados obtidos mediante levantamento de sigilos construiu hipóteses acusatórias plausíveis.

No entanto, quando de forma deliberada a legalidade foi jogada para escanteio, o que se viu foi apenas mais do mesmo.

Mais do mesmo em prejulgamentos, em condutas de índole política não disfarçada porque ancoradas no discurso do interesse público.

O cenário está dominado por um moralismo tão de ocasião, como em outras épocas, quando era necessário mudar para manter tudo do mesmo jeito.

O público supostamente “dono da opinião” está cansado da corrupção e, como se dominado por um pensamento mágico, aguarda ansioso o clímax, para tocar sua vida adiante, não falar mais disso.

Todos parecem esgotados, exauridos, em busca do epílogo para restabelecerem laços familiares e de amizades, rompidos nessa bipolaridade compulsória.

Até a Lava Jato, como se de gente se tratasse, já declarou que está perto do fim.

O que o véu que encobre a história não nos permite ver – apesar de todos saberem – é que sem respeito à legalidade a corrupção continuará como antes, por certo mais forte na medida em que voltaremos a não olhar para ela.

O único final efetivo, gostem ou não os que discursam em favor do que vivemos, é o do estado de direito.

Sei que há muitos que lutam pelo restabelecimento da legalidade e, principalmente, da racionalidade no campo jurídico e político.

Estes que teimam devem confiar em sua luta pacífica. Devem lembrar da máxima de Rui Barbosa: a liberdade individual não é bem de um único sujeito, mas patrimônio comum da sociedade.

(Geraldo Prado) Professor da UFRJ. Pós-doutor pela Universidade de Coimbra. Consultor Jurídico.

Ódio à inteligência: sobre o anti-intelectualismo

Henry DargerHenry Darger

“A barbárie está em curso”

Belíssimo texto de Marcia Tiburi e Rubens Casara. Diria indispensável.

Sempre que me deparo com O ensaio sobre a cegueira sinto que ele me remete à “Peste” de Camus.

Metáfora de todos os autoritarismos, “A Peste” também evoca uma espécie de estado generalizado de irracionalidade.

Em ambas as obras fico com a impressão que Saramago e Camus sugerem um paulatino retorno à “normalidade”, algo como um reencontro com a racionalidade.

O ensaio dos dois intelectuais brasileiros, Tiburi e Casara, estimula essa chave de leitura: a quebra do encanto do anti-intelectualismo pode ser não apenas o caminho para o restabelecimento da racionalidade como também uma via de acesso aos sentimentos que forjam união: alteridade, solidariedade, afeto por tudo o que é vivo.

Nada está perdido. Os ratos sairão da cidade, as pessoas voltarão a ver, desde que substituam o ódio pelo amor. (Via Geraldo Prado)

Leia o texto na íntegra: http://revistacult.uol.com.br/home/2016/10/50931/

LEONEL BRIZOLA- História

© Foto de Ricardo Chaves. Leonel Brizola no exílio, em fazenda perto de Montevidéu. Uruguai, 1974.

“Quem quiser que se engane. Pois não existirá força alguma na terra capaz de impedir que o povo brasileiro realize seu destino como nação livre e independente. Pode dificultá-lo por algum tempo, mas ressurgirão, logo a seguir, mais forte ainda a sua vontade e sua determinação, sua vocação de liberdade e justiça social. São direitos fundamentais do povo brasileiro, destas multidões imensas que cobrem a grandeza de nossa pátria, direitos inalienáveis, que a esta altura da evolução humana ninguém lhes pode negar”.

Leonel Brizola (1922-2004)

Créditos: Via Fernando Rabelo

medo

Quando eu lia os livros ficava a imaginar como era a dinâmica social na Idade Média. O que jamais imaginaria era viver, enquanto adulta, essa dinâmica.
Convicção = crença = religião = fundamentalismo = intolerância

O golpe é contra os Direitos Humanos e implementação do estado “cristão” e evangélico.
A liberdade religiosa também está em risco, e a cada dia que passa, mais notórios ficam esses fatos.

A caça às bruxas já começou. A história mostra, lembram das cruzadas?

As trevas do fundamentalismo religioso avançam sobre os poderes da República.

Os novos inquisidores vem pela onda neopentecostal… Muda o período, muda a religião, mas o conceito é sempre o mesmo. A justiça pela FÉ.

Religião e Estado, a melhor receita à temporada de atrocidades.
Vide história da humanidade.