mais de mil palavras

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“Criado perto das drogas e muita violência
Sua infância é questionável lixo é sua essência…”
(…)- Ninguém da nada mais nele só ele acredita, que mesmo andando sujo sem nome deve manter sua alma limpa, de que adianta nome limpo e uma alma podre, se quem tem nome nobre não tem pena de menino pobre, gente esnobe ignora quem pede uma ajuda. Não ajuda, não estende as mãos, mais com as mãos afunda.
Chamam ele de Febem tratam ele como escorias, são palavras que a criança vai levar na memória.”
(Anjo sem asas -Expressão ativa)

 

*foto: Peu Ricardo /DP

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NO CAMINHO, COM MAIAKÓVSKI

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[…]

Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada

[…]

***
Trecho do poema “No caminho, com Maiakóvski”,
de EDUARDO ALVES DA COSTA
Niterói, RJ, 1936

medo

Quando eu lia os livros ficava a imaginar como era a dinâmica social na Idade Média. O que jamais imaginaria era viver, enquanto adulta, essa dinâmica.
Convicção = crença = religião = fundamentalismo = intolerância

O golpe é contra os Direitos Humanos e implementação do estado “cristão” e evangélico.
A liberdade religiosa também está em risco, e a cada dia que passa, mais notórios ficam esses fatos.

A caça às bruxas já começou. A história mostra, lembram das cruzadas?

As trevas do fundamentalismo religioso avançam sobre os poderes da República.

Os novos inquisidores vem pela onda neopentecostal… Muda o período, muda a religião, mas o conceito é sempre o mesmo. A justiça pela FÉ.

Religião e Estado, a melhor receita à temporada de atrocidades.
Vide história da humanidade.

destilando o veneno para não engolir sapos.

Kiyomizu-dera Temple, Kyoto, Japan 燃え上がる京の舞台 #Kyoto #AutumnLeaves:

Uma sociedade que encarcera, por mais de duzentos anos o mesmo grupo social, não pode falar em casualidade. Os presos brasileiros, afrodescendentes, jovens e de baixa escolaridade, hoje moradores de favelas, antes escravos e negros libertos, por seu perfil constante e bem demarcado ao longo de nossa história, explicitam o projeto histórico e político de nossa elite.

pensamento da Vera Malaguti/partilho da mesma olhada

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a fotografia/Kiyomizu-dera Temple, Kyoto, Japan é parte de “tentar” encontrar/manter, alguma sanidade diante de tanta loucura.