EM LIVRO, CRIVELLA ATACA O ‘TERRÍVEL MAL’ DA HOMOSSEXUALIDADE

C.S. Lewis disse, “De todos os homens maus, homens maus religiosos são os piores”.

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foto: Internet

Líder nas pesquisas para a Prefeitura do Rio de Janeiro, o senador e pastor Marcelo Crivella (PRB) se apresenta na campanha como um homem tolerante e ecumênico.

Entretanto, em seu livro “Evangelizando a África”, em que faz um relato dos dez anos em que viveu no continente, Crivella classificou a homossexualidade de “conduta maligna” e de “terrível mal”. Ele também faz duras críticas a praticamente todas as religiões cristãs, que “pregam doutrinas demoníacas.”

 “Evangelizando a África” responsabiliza práticas religiosas pelas dificuldades do continente ao dizer que “na miséria e na pobreza, vemos o ódio do diabo e seus demônios que trabalham descaradamente através de tantas seitas e religiões”.

A julgar pelos ensinamentos de Crivella, governos poderiam investir bem menos em saúde se adotassem, de maneira preventiva, políticas públicas baseadas na expulsão dos demônios dos corpos dos cidadãos. De acordo com ele, “os remédios e médicos tratam dos efeitos, mas a causa de todos os males, que é espiritual, somente pode ser tratada com o poder de Jesus”.

Demônios são responsabilizados por vícios e pela homossexualidade. […] ressalva que “milhões são vítimas desse terrível mal, vivendo sem paz e numa condição lamentável para o ser humano.”

Segundo o Os tais espíritos também podem ser transmitidos para a geração seguinte, adverte o bispo: “O pai viciado e adúltero provavelmente passará o mesmo espírito para o seu filho”, alerta. Segundo ele, isso explica o fato de “um pai de respeito” passar, de repente, a ser homossexual. “E quando ele morre, o espírito se manifesta no seu filho que prontamente negligencia sua esposa e seus filhos para prosseguir nessa conduta maligna”.

O livro não estabelece possibilidade de diálogo entre as religiões, deixa evidente uma divisão entre “o reino de Deus e o reino do diabo” e convoca para uma batalha em nome da fé: “Não existe meio-termo. Quem está com Deus luta contra o diabo e seus demônios”, prega.

Leia mais na reportagem de Fernando Molica.

http://www.brasil247.com/pt/247/rio247/260576/Em-livro-Crivella-ataca-o-%E2%80%98terr%C3%ADvel-mal%E2%80%99-da-homossexualidade.htm

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Estado de exceção

A liberdade individual não é bem de um único sujeito, mas patrimônio comum da sociedade.

(Rui Barbosa)

Sérgio Moro não se declarar impedido de processar e julgar o ex-presidente Lula depois de divulgar ilegalmente escutas telefônicas de Lula e da ex-presidente Dilma e após o TRF4 declarar que o juiz atuou fora dos marcos legais porque diante de situação excepcional nos mostra o que realmente a Lava Jato revelou.

Para os leigos, ainda que o tribunal haja justificado a conduta em tese ilegal do magistrado, isso significa apenas que Sérgio Moro não será penalizado por ela, salvo se o CNJ identificar irregularidade no procedimento administrativo do tribunal federal.

O fato incontroverso à luz do direito é que, ao despir-se objetivamente da imparcialidade, que é premissa da atuação jurisdicional, e ver isso reconhecido pelo tribunal, ainda que a título de comportamento excepcional, Sérgio Moro naquele momento assumiu a postura contraposta a de Lula e tornou-se impedido de julgar.

Seguir no processo por iniciativa própria e/ou com aval do tribunal reafirma o que ninguém ignora, no Brasil e hoje também muito claramente no exterior: que a “única grande revelação da Lava Jato” é a de que a Constituição da República foi colocada de lado neste processo.

Ela, Constituição, não vale mais.

Quando um juiz de primeira instância suspende a aplicação da Constituição, qualquer que seja a hipótese, e segue dirigindo o processo com respaldo do tribunal, não há mais regras, a segurança do direito foi substituída pela força apoiada exclusivamente na autoridade.

A Lava Jato não revelou a grave e incontestável situação de corrupção no Brasil, porque esta sempre foi bastante conhecida. Dizer ignorar e ignorar de fato são coisas distintas.

Tampouco a Lava Jato mostrou como enfrentar a corrupção, pois em outros Países, que experimentam situações semelhantes, igualmente graves, a apuração dos crimes obedece a normas legais e não se converte em cruzada.

O que na maioria do tempo a Lava Jato revelou foi uma incrível capacidade de somente enfrentar a corrupção corrompendo a Constituição, consciências e liberdades.

Evidente que nem tudo na Lava Jato pode ser sintetizado em Sérgio Moro, delações premiadas e ilegalidades.

Em vários procedimentos houve e há realmente investigação, a cooperação internacional mostrou-se relevante instrumento de descoberta de crimes e a análise criteriosa de dados obtidos mediante levantamento de sigilos construiu hipóteses acusatórias plausíveis.

No entanto, quando de forma deliberada a legalidade foi jogada para escanteio, o que se viu foi apenas mais do mesmo.

Mais do mesmo em prejulgamentos, em condutas de índole política não disfarçada porque ancoradas no discurso do interesse público.

O cenário está dominado por um moralismo tão de ocasião, como em outras épocas, quando era necessário mudar para manter tudo do mesmo jeito.

O público supostamente “dono da opinião” está cansado da corrupção e, como se dominado por um pensamento mágico, aguarda ansioso o clímax, para tocar sua vida adiante, não falar mais disso.

Todos parecem esgotados, exauridos, em busca do epílogo para restabelecerem laços familiares e de amizades, rompidos nessa bipolaridade compulsória.

Até a Lava Jato, como se de gente se tratasse, já declarou que está perto do fim.

O que o véu que encobre a história não nos permite ver – apesar de todos saberem – é que sem respeito à legalidade a corrupção continuará como antes, por certo mais forte na medida em que voltaremos a não olhar para ela.

O único final efetivo, gostem ou não os que discursam em favor do que vivemos, é o do estado de direito.

Sei que há muitos que lutam pelo restabelecimento da legalidade e, principalmente, da racionalidade no campo jurídico e político.

Estes que teimam devem confiar em sua luta pacífica. Devem lembrar da máxima de Rui Barbosa: a liberdade individual não é bem de um único sujeito, mas patrimônio comum da sociedade.

(Geraldo Prado) Professor da UFRJ. Pós-doutor pela Universidade de Coimbra. Consultor Jurídico.

A lei anti-terrorismo causa sua primeira vítima fatal no Brasil

A liberdade individual não é bem de um único sujeito, mas patrimônio comum da sociedade. (Rui Barbosa)

Foto: Fotos Públicas

Valdir Pereira da Rocha foi preso pela Operação Hashtag, que aplicou a lei anti-terrorismo aprovada no Congresso. Em julho, o Ministro da Justiça — Alexandre de Moraes — utilizou da lei para prender 12 pessoas por supostamente planejarem ataques durante os Jogos Olímpicos. Valdir foi espancado dentro da prisão e teve morte cerebral.


A lei anti-terrorismo causou sua primeira vítima fatal no Brasil.

Valdir Pereira da Rocha, 36, foi preso no mês de julho pela Operação Hashtag, que tinha como objetivo eliminar qualquer tentativa de ação terrorista durante os Jogos Olímpicos na cidade do Rio de Janeiro, no mês de agosto.

Outras 11 pessoas foram detidas durante a operação.

Nesta sexta-feira (14), Valdir foi espancado até a morte por detentos na Cadeia Pública de Várzea Grande, no Mato Grosso. Segundo informações dos funcionários do presídio, Valdir foi cercado por detentos dentro de sua própria cela. Ainda não se sabe a circunstância que gerou as agressões.

Valdir havia se entregado voluntariamente no dia 22 de julho. No dia 16 de setembro, a Justiça Federal determinou que ele fosse solto com o uso de tornozeleira. Porém, havia uma ordem de regressão de pena contra o rapaz, determinada pela Justiça de Mato Grosso.

A Operação Hashtag gerou polêmica pela imagem do Ministro da Justiça, o tucano Alexandre de Moraes. Sem provas concretas sobre o envolvimento dos presos em suposta atividade terrorista, Moraes chegou a ser criticado pelo próprio presidente Michel Temer (PMDB) nos bastidores, por não saber lidar com a operação de forma adequada. Esse foi o primeiro caso de conflito entre o Ministro da Justiça e Temer.

A operação que prendeu Valdir só foi possível graças a aprovação da lei anti-terrorismo no Congresso Nacional, que foi sancionada pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Partidos como PSDB, DEM e o próprio PMDB foram os principais idealizadores da lei, que em determinado momento chegou a preocupar até mesmo os movimentos sociais e de Direitos Humanos, pelo fato de incluir em “atividades terroristas” ações de vandalismo praticada em manifestações contra o patrimônio público e privado.

Até o momento, a suposta ligação entre os presos e o Estado Islâmico ou qualquer grupo terrorista internacional não foi comprovada.

Mês passado, a Agência Democratize entrevistou o empresário e ativista Ali Sadi, que criticou a forma como a Operação Hashtag aumentou os casos de islamofobia no Brasil.

Fonte: https://medium.com/democratize-m%C3%ADdia/a-lei-anti-terrorismo-causa-sua-primeira-v%C3%ADtima-fatal-no-brasil-72b7bf597140#.yqbpsb1n8

Ódio à inteligência: sobre o anti-intelectualismo

Henry DargerHenry Darger

“A barbárie está em curso”

Belíssimo texto de Marcia Tiburi e Rubens Casara. Diria indispensável.

Sempre que me deparo com O ensaio sobre a cegueira sinto que ele me remete à “Peste” de Camus.

Metáfora de todos os autoritarismos, “A Peste” também evoca uma espécie de estado generalizado de irracionalidade.

Em ambas as obras fico com a impressão que Saramago e Camus sugerem um paulatino retorno à “normalidade”, algo como um reencontro com a racionalidade.

O ensaio dos dois intelectuais brasileiros, Tiburi e Casara, estimula essa chave de leitura: a quebra do encanto do anti-intelectualismo pode ser não apenas o caminho para o restabelecimento da racionalidade como também uma via de acesso aos sentimentos que forjam união: alteridade, solidariedade, afeto por tudo o que é vivo.

Nada está perdido. Os ratos sairão da cidade, as pessoas voltarão a ver, desde que substituam o ódio pelo amor. (Via Geraldo Prado)

Leia o texto na íntegra: http://revistacult.uol.com.br/home/2016/10/50931/

Fiocruz divulga carta sobre PEC 241 e os impactos sobre direitos sociais, a saúde e a vida

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O documento alerta a sociedade, o governo federal e o Congresso Nacional sobre os efeitos negativos da Proposta de Emenda à Constituição 241/2016, assim como os de outros projetos em curso no Legislativo, que “conformam um projeto de revisão dos preceitos constitucionais de garantia do direito universal à saúde e desenvolvimento da cidadania, implicariam em danos significativos à saúde e à vida das pessoas”.

A carta foi aprovada depois de reunião aberta do CD Fiocruz (30/9), que reuniu em uma mesa-redonda o presidente da Associação Nacional do Ministério Público em Defesa da Saúde (Ampasa), Gilmar de Assis; o diretor-científico da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Jerson Lima Silva; dois representantes do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Wanderley Gomes da Silva e André Luiz de Oliveira; e o coordenador do Centro de Estudos Estratégicos da Fundação, Antonio Ivo de Carvalho; e o presidente Paulo Gadelha.

Leia na íntegra a carta do Conselho Deliberativo da Fiocruz:

A PEC 241 e os impactos sobre os direitos sociais, a saúde e a vida

https://agencia.fiocruz.br/fiocruz-divulga-carta-sobre-pec-241-e-os-impactos-sobre-direitos-sociais-saude-e-vida

Sobre tempos excepcionais, valores intrínsecos, presunção de inocência, frustrações freudianas e, finalmente, a cereja do bolo: viva os fascistas! –

cherries - cerejas:

Segundo noticiado pela imprensa, e não desmentido, o juiz Sergio Moro defendeu no dia 04 de outubro, em São Paulo, que as prisões preventivas podem servir como forma de reforçar as investigações de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Ao fazê-lo, lamentou que. “infelizmente, estamos em tempos excepcionais.” Lembrei-me, de imediato, de Giorgio Agamben, quando afirma que “o totalitarismo moderno pode ser definido, nesse sentido, como a instauração, por meio do estado de exceção, de uma guerra civil legal que permite a eliminação física não só dos adversários políticos, mas também de categorias inteiras de cidadãos que, por qualquer razão, pareçam não integráveis ao sistema político. Desde então, a criação voluntária de um estado de emergência permanente (ainda que, eventualmente, não declarado no sentido técnico) tornou-se uma das práticas essenciais dos Estados contemporâneos, inclusive dos chamados democráticos. (…) O estado de exceção apresenta-se, nessa perspectiva, como um patamar de indeterminação entre democracia e absolutismo.” (“Estado de Exceção”, São Paulo: Boitempo Editorial, 2004, p. 13).

 

Continue lendo em: http://emporiododireito.com.br/sobre-tempos-excepcionais-valores-intrinsecos-presuncao-de-inocencia-frustracoes-freudianas-e-finalmente-a-cereja-do-bolo-viva-os-fascistas-por-romulo-de-andrade-moreira/

Entre a liberdade, a corrupção e a fé. E agora José?

 

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Bispos, pastores, leigos alinhados a dogmas religiosos. Parlamentares que unem política e religião elegeram um número recorde de representantes; fizeram a Presidência da Câmara pela primeira vez, e agora da República.

O impeachment, pasmem, teve sua justificativa e motivação em nome de Deus e da fé.

(ex: Janaína Paschoal e Dallagnol, dois exemplos da erosão do Estado Democrático de Direito laico, pelo messianismo religioso.)

Os católicos têm com a sua Divindade uma relação hierárquica reverencial; os evangélicos puseram seu Deus na posição de sócio. Os padres pregadores estão perdendo terreno para os pastores corretores.

Um padre pede sacrifício; um pastor promete sucesso. A igreja de Pedro milita na passividade enquanto os pentecostais sugerem o protagonismo do indivíduo. Essa diferença de “método” é definitivamente atrativa para o povo.

Enquanto o catolicismo requer um compromisso, digamos ético, e remete tudo para o futuro, o evangelismo em voga, mediante o pagamento de quantia mais ou menos módica, garante ao interessado uma “mão divina” na sua conta bancária.

Se o “modo” católico de felicidade é uma promessa de vida eterna no além, sob o beneplácito do “Criador”, o pentecostalismo oferta satisfação garantida de imediato e do tipo terrena, material, conversível em moeda sonante.

Nota: evangélicos são os novos sócios do Brasil.

Misturando as bebidas, estamos novamente na IDADE DAS TREVAS.

Fragmentos/INSPIRAÇÃO no artigo de LÉO ROSA Doutor e Mestre em Direito pela UFSC. Especialista em Administração de Empresas e em Economia. Professor da Unisul. Advogado, Psicólogo e Jornalista.

imagem/fotografia: Meu catálogo pinterest

*Sou parte da resistência. meu lema é LIBERDADE

 

 

 

Desafio aceito…]

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sou parte da revolução

odara, deixa eu dançar pro meu corpo,

minha cara,

minha cuca…

ao infinito

desafio aceito

adorando essa resenha!

atributos: excelente, confortável, paz, tranquilidade…

o que mais?

ah! bloqueei o homem de Neanderthal.

vou ali fumar um charuto de boas… volto já.

desculpe se exagerei na beleza, ao invés de postar uma imagem do corpo nu eu posto a alma.

um abraço