Entre a liberdade, a corrupção e a fé. E agora José?

 

{cropped from original photo} | Ryan McGinley:

Bispos, pastores, leigos alinhados a dogmas religiosos. Parlamentares que unem política e religião elegeram um número recorde de representantes; fizeram a Presidência da Câmara pela primeira vez, e agora da República.

O impeachment, pasmem, teve sua justificativa e motivação em nome de Deus e da fé.

(ex: Janaína Paschoal e Dallagnol, dois exemplos da erosão do Estado Democrático de Direito laico, pelo messianismo religioso.)

Os católicos têm com a sua Divindade uma relação hierárquica reverencial; os evangélicos puseram seu Deus na posição de sócio. Os padres pregadores estão perdendo terreno para os pastores corretores.

Um padre pede sacrifício; um pastor promete sucesso. A igreja de Pedro milita na passividade enquanto os pentecostais sugerem o protagonismo do indivíduo. Essa diferença de “método” é definitivamente atrativa para o povo.

Enquanto o catolicismo requer um compromisso, digamos ético, e remete tudo para o futuro, o evangelismo em voga, mediante o pagamento de quantia mais ou menos módica, garante ao interessado uma “mão divina” na sua conta bancária.

Se o “modo” católico de felicidade é uma promessa de vida eterna no além, sob o beneplácito do “Criador”, o pentecostalismo oferta satisfação garantida de imediato e do tipo terrena, material, conversível em moeda sonante.

Nota: evangélicos são os novos sócios do Brasil.

Misturando as bebidas, estamos novamente na IDADE DAS TREVAS.

Fragmentos/INSPIRAÇÃO no artigo de LÉO ROSA Doutor e Mestre em Direito pela UFSC. Especialista em Administração de Empresas e em Economia. Professor da Unisul. Advogado, Psicólogo e Jornalista.

imagem/fotografia: Meu catálogo pinterest

*Sou parte da resistência. meu lema é LIBERDADE

 

 

 

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Um comentário sobre “Entre a liberdade, a corrupção e a fé. E agora José?

  1. Nos anos 30 houve relativização de direitos na Alemanha e, pouco a pouco, com um discurso de ódio elaborado pelos nazistas, a população alemã, entorpecida e delirante, passou a não enxergar o que era o nazismo, não discernir o que era o discurso de ódio e, sobretudo, perdeu o poder de indignar-se diante de injustiças. Resultado: ao final de 1945, além dos 50 milhões de mortos em combate, havia outros 16 milhões de seres humanos exterminados, simplesmente por serem judeus, ciganos, poloneses, homossexuais, deficientes, testemunhas de Jeová…
    O Brasil vive isso hoje, digo, vive a falta de discernimento e, tal é o ódio contra petistas, que não consegue mais enxergar as forças que estão por trás da coisa toda, nem se indignar contra a destruição acelerada de direitos e garantias fundamentais.

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