A filosofia na alcova, de Marquês de Sade

 

A filosofia na alcova, de Marquês de Sade

Trecho:
“Dolmancé – Na posição em que me encontro, senhora, meu pau está bem perto de vossas mãos. Peço-vos a gentileza de agitá-lo, enquanto chupo este cu divino. Introduzi a língua mais fundo, senhora, não vos limiteis a sugar o clitóris…Fazei penetrar essa voluptuosa língua até a matriz: não há melhor meio de apressar a ejaculação da porra.
Eugénie, contraindo-se – Ah, não posso mais…Vou morrer! Não me abandoneis, meus amigos, estou quase desmaiando! (Esporra entre os dois preceptores).
Saint-Ange – E então, minha amiga, o que achou do prazer que te proporcionamos?”
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Publicado em 1795, esse romance na forma de diálogos faz a maioria dos livros eróticos de hoje parecer literatura infantil. Em meio a orgias com intuito de educar sexualmente uma jovem, o autor critica os costumes burgueses e a religião. Logo no início faz um apelo aos libertinos e pede para que as “mulheres lúbricas” desprezem tudo que contrarie as leis do prazer. A linguagem erudita e arcaica não diminui o erotismo e a narrativa transgressora de Sade, com direito a ménages e sodomias homos e héteros. 

Imagem:
La philosophie dans le boudoir/Capa (1925)
Fonte/inspiração:
papodehomemdafrancesinha

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2 comentários sobre “A filosofia na alcova, de Marquês de Sade

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